Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, sem cura e causa desconhecida. Inicia-se com perda de memória recente, porém ao longo do tempo a um declínio das funções cerebrais cognitivas (raciocínio, memória, julgamento, etc) e não cognitivas (comportamento, agressividade, apatia).

            No Brasil, em torno de 700 mil pessoas sofrem desta doença, onde 15% deste grupo têm menos de 80 anos de idade. Já na população acima de 80 anos, encontra-se de 30% a 40% que sofrem desta doença.

            Existem alguns fatores de risco, como: idade; histórico familiar (O risco é maior para pessoas que tem algum parente que teve ou tem a doença); Síndrome de Down; Sexo (atinge mais os homens do que as mulheres); Trauma craniano.

            Existem também os fatores protetores como a escolaridade, ou seja, a aquisição do conhecimento cria novas conexões dos neurônios que retardam o aparecimento de doenças demenciais; e atividades físicas.

Apesar da doença de Alzheimer ter início com a perda progressiva da memória, existem sintomas que aparecem ao longo do desenvolvimento da doença, que são divididos em quatro fases.

Na primeira fase, o sintoma mais notável é a perda de memória de curto prazo, por exemplo, não lembra onde colocou as coisas, esquece o fogão acesso, etc.

Os sintomas começam a ser mais perceptíveis na segunda fase, sendo caracterizada como a demência inicial. Com o passar dos anos (conforme os neurônios morrem), aumenta a dificuldade na execução de movimentos e na identificação de objetos. O paciente começa a mostrar dificuldades na memória antiga (como fazer as coisas). Há diminuição do vocabulário e dificuldade na fala, que levam ao empobrecimento da linguagem.

Na terceira fase o paciente torna-se mais dependente, já que vai perdendo a capacidade de ler e escrever, e apresenta dificuldades nas tarefas diárias mais simples, como cozinhar, comer, tomar banho, pagar contas, etc. Durante essa fase, os problemas de memória pioram e o paciente começa a não reconhecer seus parentes e conhecidos (memória de longo prazo). Ele pode também apresentar apatia, irritabilidade, choro, ataques inesperados de agressividade e resistência.

Na quarta fase (terminal) o paciente está completamente dependente de outras pessoas. A linguagem se reduz a simples frases ou palavras isoladas, e eventualmente acaba em perda da fala. Apesar desta perda, os pacientes podem compreender e responder com sinais emocionais (sons, choro, etc.). Nesta fase, outras doenças surgem, como pneumonia e infecções. Isto se dá por causa da fragilidade do organismo, que por vezes acarreta na morte do paciente.

Quanto mais cedo os sintomas forem percebidos, mais eficaz será o tratamento. Apesar de não ter cura, existe tratamento medicamentoso para pacientes com Alzheimer. O tratamento é utilizado como forma de retardar o máximo possível a evolução da doença através da minimização dos sintomas, do prolongamento das funções intelectuais e da proteção do sistema nervoso.

O mais importante em relação à doença de Alzheimer, é procurar um médico quando notar perda de memória significativa. Contudo, é importante ressaltar que nem toda perda de memória é sintoma de Alzheimer, por isso, o melhor especialista para diagnosticar a doença é o Geriatra (médico especializado em idosos).

Normalmente, os pacientes são cuidados pelos parentes mais próximos que algumas vezes têm ajuda de profissionais da saúde. Os cuidadores têm uma tarefa bastante árdua e cansativa, por vezes dolorosa e desgastante. Apesar de todo o cuidado requerido, é importante que a família esteja preparada para acolher e cuidar do parente, por isso existem grupos de apoio aos familiares para orientação, amparo e onde possam partilhar sentimentos e vivências.

A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) é uma das mais importantes instituições de apoio aos familiares e cuidadores de pacientes com Alzheimer no Brasil. Ela tem sua sedeem São Pauloe pontos de referências espalhados por todo o Brasil. Para maiores informações, é só acessar o site: http://www.abraz.com.br ou escrever para abraz@abraz.com.br.

FONTE:

– Mente de Cérebro: Humanização – Grupo de Apoio para famílias de pacientes com Alzheimer. Ano XVIII, N. 217, p.9.

– Mal de Alzheimer. In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer

– SMITH, M. A. C. Doença de Alzheimer. Revista Brasileira de Psiquiatria, Vol. 21, s.2 São Paulo Oct. 1999.

http://www.abraz.com.br

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