Corpo e Alma

Os ideais de uma sociedade permeiam o modo como encaramos o envelhecimento.  Em nossa sociedade o corpo em envelhecimento ou velho é visto como inimigo ao se deparar com as suas limitações, enquanto a mente responde que ainda nesse corpo há desejo, porém o mesmo é visto como estranho – “não me reconheço”.

Nossa identidade é abalada quando não há sintonia entre psique e externo.  Ao nascer, adquirimos a imagem inconsciente do nosso corpo através do cuidar, portanto, aprendemos quem somos, nossa identidade. Nesse cuidar, deixando frustrar-se e sentir-se onipotente, adquirimos as significações , na qual nos afetam ao longo da vida.

Ao crescer e envelhecer essas vivencias são reavivadas, pois há confronto entre imagem inconsciente desse corpo e a imagem que o espelho reflete (imagem através dos olhos do outro), deixando  claro que lugar possuímos, o lugar cronos e o lugar kairos.

Esse corpo já não responde mais as suas funcionalidades anteriores, por isso da necessidade de bem estar cada vez maior, sendo que também se vê a falta de projeção para o futuro para este corpo, na qual não são definidos pelas perdas, mas sim o quanto de investimento psico que a pessoa deposita nesse futuro aliada a sua estrutura psicológica e a seu meio social.

                                                                           Aline Sanches – Psicóloga Clínica

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