Vire para o lado e veja…

Nosso cérebro busca sempre a rotina, pois é naturalmente configurado para gerar repetições, por conta disso, o medo são inevitáveis em algumas situações. Toda novidade trás consigo três sensações: inadequação, ridículo e desvalorização.

Mudança em suas vidas, tais como mudar ou melhorar no emprego, são objetivos de muitas pessoas, porém há pessoas que mesmo antes de tentar realizar a mudança já focam nas dificuldades e duvidam da sua própria capacidade de conseguir o almejado, sonhado ou fato real. Pois a atual situação em que se encontra transmite a sensação de estabilidade, por não exigir esforço para romper as barreiras de verdades aceitas e enraizadas.

Os tímidos relatam a sensação de inadequação, por medo da exposição e de sentirem desvalorizados diante de outras pessoas, alimentando a postura reservada. Acaba por configurar um pensamento de que quanto mais invisível ficar em determinada relação social menos será exposto.

Outra consequência da inadequação é o receio de ser abandonado, podendo ser associado a traumas do passado, experiências dolorosas e limitadoras, necessitando de cuidar e curar através de profissional especializado, pois pode-se sugar a energia desse individuo necessárias para as mudanças.

Criar ferramentas para a pessoa enfrentar situações de frente, pois a desmotivação vem à tona quando não consegue manter o foco no objetivo, esfriando a ação de atingir resultados. Quem não busca este caminho condiciona-se a encontrar aquilo que está habituado a enxergar.

Não há formula mágica para as mudanças, mas podemos utilizar nossa vontade consciente, direcionar a nossa atenção para o novo, praticar física e mentalmente persistentemente e para deixar traços em nossos cérebros.

O importante é estar disposto a se conhecer, desconstruir as repetições condicionadas e manter a motivação. Focar a atenção nas sensações, pensamentos e imagens que envolvem o que queremos.

                                                                                                                                                   

                                                                                                            Aline Sanches – Psicóloga  CRP: 06/76316

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Como resolver o quebra cabeça do inconsciente.

Passados tantos anos ainda há embates entres estes dois grandes cientistas contemporâneos: Sigmund Freud e Carl G. Jung. Suas opiniões sobre o funcionamento da psique, principalmente na questão da dinâmica da libido e o papel da sexualidade, suas visões antagônicas do mundo, ou seja, suas diferentes “crenças” e “valores”.  E das suas visões opostas acabou gerando duas teorias que podem parecer excludentes, mas que, na verdade, podem ser complementares.

Para Jung não se trata “de afirmar alguma coisa, mas de construir um modelo” que ilustre um determinado modo de observação e que permita um questionamento mais ou menos proveitoso. Já para Freud se acreditava em hipótese superior dominante, a qual, por conseguinte, não deixa nenhuma pergunta sem resposta e na qual tudo o que nos interessa encontra seu lugar fixo.

Percebem-se as grandes diferenças epistemológicas existente entre eles, que são derivadas em parte pelos fatores subjetivos envolvidos nas personalidades individuais de cada um e em outra, pela base teórica utilizada na formação de duas diferentes áreas da ciência: a neurologia (Freud) e a psiquiatria (Jung).

Quando Freud criou sua teoria, alguns fatores históricos aconteciam na Europa, entre eles a intensa repressão sexual. Segundo Jung, havia uma tentativa obstinada de conservar artificialmente, através do moralismo, os ideais que estariam de acordo com a compostura burguesa da época. O “materialismo e racionalismo” científico surgido no séc. XIX é o outro fator histórico determinante, na qual contrapor-se e combate outro sistema de crenças que remontava ainda a um movimento mais antigo: o misticismo e o ocultismo da idade das trevas, ou seja, da Idade Média.

Freud também se contraponha ao ocultismo e afirmava que a psicanálise como uma ciência natural, também demonstrava essa crença no mito iluminista de que a ciência e a razão produzirão a verdade, dando sua ênfase no mundo externo real, principalmente nos traços negativos, tais como a submissão à verdade e a rejeição às ilusões. Dizia que os três poderes que podem disputar a posição básica da ciência: a filosofia, a arte e a religião. Apenas a religião deve ser considerada seriamente como adversária.

Para Freud a religião é tida como um “delírio coletivo” que serve apenas para dar aos homens “informações a respeito da origem e da existência do universo”, assegurando-lhes proteção e felicidade definitiva nos altos e baixos da vida.

A psicanalise da época utiliza o método terapêutico com a finalidade de tratar e curar neuroses. Sua técnica permite que os conteúdos reprimidos que se tornaram inconscientes fossem reconduzidos à consciência, aliviando ou curando os sintomas neuróticos. Para isso, Freud se baseava tanto em fatos empíricos baseados na prática clínica, quanto em “considerações teóricas”.

A “vida sexual do paciente”, ou seja, sua sexualidade é o ponto central de toda psicanálise. Para Freud, em linhas gerais, todos nasceram com uma tendência (ou uma pulsão) que nos leva a buscar o prazer e evitar o desprazer (chamado princípio do prazer). Infelizmente, a realização do prazer sexual pleno encontra diversas barreiras culturais, sendo a principal delas o tabu do incesto. Quando essas lembranças de conteúdos sexuais incestuosos presentes na vida de todas as crianças (complexo de Édipo) são recalcados e banidos da consciência, eles tornam-se inconscientes e perturbam os conteúdos conscientes. E para compreender melhor o funcionamento da pulsão, da libido e o papel do recalque, Freud posteriormente subdividiu a psique em três grandes estruturas chamadas id, superego e ego.

O que caracterizou Freud como um grande revolucionário muito além de seu tempo foi ter descoberto uma via de acesso empírica à psique inconsciente: os sonhos, sendo este um dos pilares centrais que sustenta o edifício teórico da psicanálise freudiana e é sua parte empírica baseada em conceitos referidos diretamente aos fatos reconhecíveis na experiência clínica.

Já Carl Jung, tinha um ponto vista diferente de Freud, também considerava a Psicologia uma ciência natural, mas sua visão da ciência psicológica não tem a pretensão positivista de acreditar em verdades conquistadas para sempre em que outras se acrescentam cumulativamente até um modelo definitivo de realidade. Para ele não é possível pensar em um aparelho mental humano dentro de um sistema fixo, independente da sociedade e da época em que este indivíduo se encontra.

Jung foi além desse paradigma e introduziu dois grandes avanços na psicoterapia moderna: o consciente e o inconsciente coletivo. A psique coletiva é a expressão de um corpo social estudado também pela antropologia, pela sociologia e a história. Dentro desse modelo, não é possível acreditar que a neurose de uma pessoa seja igual à outra quando se vivem em países e/ou culturas diferentes.

Jung abandonou a psicanálise quando percebeu que ela reduzia toda a cultura, seus mitos, arte e religião, a uma mera distorção da sexualidade.

A psicologia de Jung propicia um modelo de compreensão tanto da psique individual e a coletiva e indica que, para o indivíduo manter sua saúde psíquica, ele deve manter uma relação de equilíbrio entre estes opostos. Freud via o inconsciente como uma doença advinda da repressão necessária ao desenvolvimento da vida cultural. Jung via no inconsciente a possibilidade também de cura e harmonia entre os opostos presentes nos conteúdos conscientes e inconscientes, pois o inconsciente possui uma relação de compensação com a consciência, fundamental para manter um equilíbrio homeostático.

A diferença entre eles, como já visto, seria sobre o papel da sexualidade e da libido. Para Jung, a sexualidade de fato é o mais importante, mas não único instinto humano. Um exemplo das diferenças entre eles na aplicação da teoria é na observação do comportamento infantil.  Outra divergência entre eles, é que, para Jung, a psicoterapia é um tipo de procedimento dialético que envolve a relação e um diálogo entre duas pessoas, diferindo da concepção inicial de Freud, “segundo a qual a psicoterapia seria um método aplicável de maneira estereotipada por qualquer pessoa, para obter um efeito desejado”.

Portanto, seu método se diferencia da psicanálise de Freud e do “método educativo” de Adler, pois um enfatiza a sexualidade e o inconsciente e o outro, a tendência ao poder e nas ficções conscientes. Para Jung também, “todas as neuroses podem ser explicadas segundo Freud ou Adler, mas, no tratamento prático, será melhor estudar o caso de antemão, com todo rigor, sendo um erro imperdoável menosprezar a verdade contida nas duas concepções, mas seria igualmente imperdoável escolher uma delas como a única verdadeira”.

Jung vê o problema da neurose como um problema do sentido que o indivíduo dá à sua vida, e só é curada quando a pessoa se torna quem verdadeiramente é, processo que ele chamou de individuação. Esse é o ponto central de sua teoria, junto com o conceito de inconsciente coletivo e arquétipo. O inconsciente possui uma função autônoma e contém um material que necessita emergir. A pessoa deve dar vazão a ele para viver plenamente o sentido de sua vida, pois, caso contrário, sofre de dolorosas neuroses. Comenta que “vivemos imediatamente apenas no mundo das imagens” e é necessário duvidar a legitimidade exclusiva do ponto de vista realista demonstrado pelo pensamento científico.

Jung dizia que nossas experiências acontecem dentro de uma estrutura comum à humanidade, o processo psíquico é real e possui uma função integrativa que acontece mediante a produção de símbolos. A realidade, portanto não seria apenas o comportamento real e objetivo do mundo, nem uma ideia formulada por essas categorias, mas uma combinação dessas duas naturezas num processo psicológico vivo. Os produtos da consciência humana mudam e evoluem com a história e também são relativos aos valores culturais de diferentes culturas, e não de apenas uma única perspectiva universal.

Com seus pacientes psicóticos chegou a resultados empíricos sobre os complexos autônomos, que seriam os complexos e não os sonhos a grande porta para o inconsciente, como acreditava Freud. Estava ciente que os dados recolhidos de seus pacientes, os sonhos e fantasias, estavam sem dúvida sujeitos a uma série de distorções. Ele os considerava como dados empíricos, pois, em sua visão, compreender seres humanos implica em comunicação. Buscava apreender a intenção e o significado de suas palavras e atos. E para compreender esses resultados individuais buscava outra prova: a cultural, ou seja, as atividades publicamente observáveis e registráveis de grupos de pessoas, manifestadas sob as formas de mitos, religiões, arte e literatura.

Portanto, ao enfocar o discurso de seus pacientes (psicóticos ou neuróticos), seus sonhos, trabalhar com a imaginação de forma plástica, ao estudar textos alquimistas, taoístas, hindus, gregos, árabes, gnósticos, cabalísticos e cristãos, Jung procurava observá-los e classificá-los para estabelecer relações e sequências entre os dados observados e demonstrar inclusive alguma possibilidade de predição.

O arquétipo do Si-mesmo ou Self, o cerne e o objetivo da personalidade humana, representa a totalidade de nossa personalidade ainda inconsciente e abrange todos os conteúdos da psique, conscientes e inconscientes. Sua estrutura, por possuir um conteúdo que ainda não se manifestou, é inconsciente e o processo de tornar-se si mesmo é um instinto humano que Jung chamou de Individuação.

Com essa simbologia, o Si-mesmo funciona como um princípio unificador dos opostos dentro da psique humana, unindo as poderosas forças inconscientes na consciência e tornando o indivíduo um ser único e total. Ele é também a mais importante função de orientação que se pode contar, pois durante toda nossa vida, esse instinto nos direciona e prepara para um desenvolvimento da personalidade em direção a uma meta, que é a integração da consciência com o inconsciente coletivo (Individuação) e é onde acontece a união máxima com a totalidade na hora de nossa morte.

Para o neurologista Freud, era natural entender o cérebro como um mecanismo fechado em si mesmo e uma tabula rasa, pois em sua visão de mundo é somente através de estímulos físicos que o cérebro poderia perceber o ambiente a sua volta e chegar a um conhecimento sobre ele. Para o psiquiatra Jung “o homem nasce com sua complicada predisposição psíquica que é tudo menos uma tabula rasa”.

Em sua visão, Jung, diz que  “a psique humana contém inúmeras coisas que nunca foram adquiridas”, na qual o levou a formular o conceito de inconsciente coletivo, que conteria a soma de todos os arquétipos, dando um enorme salto à compreensão que temos da psique e do fenômeno da vida. Para ele, essa parte da psique seria um “poderoso depósito das experiências ancestrais acumuladas ao longo de milhões de anos, o eco dos acontecimentos pré-históricos”.

Jung, por volta de 1928, em suas observações verificou a ocorrência de estranhas “coincidências significativas” entre cenas que surgiam nos sonhos ou em imagens interiores de seus pacientes e eventos que aconteciam ao mesmo tempo na vida deles, Jung deu o nome a esse “acaso” de sincronicidade. A sincronicidade é um fator que postula a existência de um princípio que se poderia acrescentar como quarto elemento à tríade espaço, tempo e causalidade (Jung).

Com esse princípio, Jung tentou resolver um de seus principais questionamentos, que era como acontecia à relação mantida entre a psique e a matéria ou entre ‘a alma’ e o corpo? Também se esforçou para fazer essa unificação, mas foi e continua sendo ridicularizado por todas as outras áreas da Psicologia.

 

Baseado no texto: Algumas diferenças epistemológicas entre a Psicanálise e a Psicologia Analítica e a busca por uma teoria unificada de Frederico Eckschmidt

 

 Aline Sanches – Psicóloga  CRP: 06/76316

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PALESTRA: JUNG

PALESTRA

JUNG: Conceitos Básicos e Prática Clínica

PÚBLICO ALVO: Estudantes de psicologia, psicólogos ou interessados no tema.

DIA E HORÁRIO: 23 de Junho de 2012 (Sábado) das 10:00h as 12:00h.

LOCAL: Rua Dr. Neto de Araujo, 363 – Vila Mariana – Metrô Vila Mariana  (Psicom)

INFORMAÇÕES: Maira Moura. Tel:(11) 8864-3552 . Email: psicologamaira@gmail.com

VALOR: 10 reais.


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Um pouco sobre Jung…

Carl Gustav Jung nasceu em Kesswil, cantão da Turgóvia, região às margens do lago Constança, Suíça, no dia 26 de julho de 1875.

A infância foi vivida no campo, em contato com a natureza e entre os livros da silenciosa biblioteca de seu pai, onde leu textos de filosofia e teologia.

Quando chegou à Universidade de Basiléia para estudar medicina, Jung detinha razoável conhecimento de filosofia, nutrindo especial interesse pelas idéias de Kant e Goethe. O seu entusiasmo filosófico leva-lo-ia, ainda, às idéias de  Schopenhauer e às  de Nietzsche, que exerceriam significativa influência na construção  de sua teoria psicológica.

Concluído o curso de medicina, Jung dedicou-se à psiquiatria, como assistente do professor Eugene Bleuler no Burgholzi Psychiatric Hospital, da Universidade de Zurich, interessando-se preponderamente pela esquizofrenia.

Nos primórdios de sua relação com Freud, Jung permaneceu receptivo à teoria da sexualidade infantil. Todavia, ao longo do tempo em que estudou  e praticou a psicanálise freudiana, não conseguiu encontrar, nos seus fundamentos teóricos, elementos que dessem conta dos fenômenos com os quai  Jung desenvolveu  estudos de alquimia, mitos e lendas na busca de elementos que contribuíssem para a elucidação das questões levantadas pela clínica da psicose. Foram principalmente essas questões que o fizeram demandar outras perspectivas de análise, tais como a abordagem simbólica e a hermenêutica. Com o instrumental teórico oferecido por esses métodos, identifica nos mitos, lendas e processos alquímicos a estrutura e a dinâmica psíquica por ele encontrados na clínica da psicose.

Alguns autores acreditam que  Jung estaria mais à vontade no ambiente científico contemporâneo, que parece romper com a linearidade do modelo newtoniano. De fato, o  paradigma emergente sinaliza que a realidade escapa ao enquadramento linear, causal e mecanicista  proposto pela ciência moderna.

Carl Gustav Jung faleceu em 06 de junho de 1961. Criador da psicologia analítica e reconhecido como um dos sábios do século, deixou significativas contribuições científicas para o estudo e compreensão da alma humana.

Palestra dia 23/06/12

Jung: teória e prática clínica.

Mais informações no link “Palestras”

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Doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, sem cura e causa desconhecida. Inicia-se com perda de memória recente, porém ao longo do tempo a um declínio das funções cerebrais cognitivas (raciocínio, memória, julgamento, etc) e não cognitivas (comportamento, agressividade, apatia).

            No Brasil, em torno de 700 mil pessoas sofrem desta doença, onde 15% deste grupo têm menos de 80 anos de idade. Já na população acima de 80 anos, encontra-se de 30% a 40% que sofrem desta doença.

            Existem alguns fatores de risco, como: idade; histórico familiar (O risco é maior para pessoas que tem algum parente que teve ou tem a doença); Síndrome de Down; Sexo (atinge mais os homens do que as mulheres); Trauma craniano.

            Existem também os fatores protetores como a escolaridade, ou seja, a aquisição do conhecimento cria novas conexões dos neurônios que retardam o aparecimento de doenças demenciais; e atividades físicas.

Apesar da doença de Alzheimer ter início com a perda progressiva da memória, existem sintomas que aparecem ao longo do desenvolvimento da doença, que são divididos em quatro fases.

Na primeira fase, o sintoma mais notável é a perda de memória de curto prazo, por exemplo, não lembra onde colocou as coisas, esquece o fogão acesso, etc.

Os sintomas começam a ser mais perceptíveis na segunda fase, sendo caracterizada como a demência inicial. Com o passar dos anos (conforme os neurônios morrem), aumenta a dificuldade na execução de movimentos e na identificação de objetos. O paciente começa a mostrar dificuldades na memória antiga (como fazer as coisas). Há diminuição do vocabulário e dificuldade na fala, que levam ao empobrecimento da linguagem.

Na terceira fase o paciente torna-se mais dependente, já que vai perdendo a capacidade de ler e escrever, e apresenta dificuldades nas tarefas diárias mais simples, como cozinhar, comer, tomar banho, pagar contas, etc. Durante essa fase, os problemas de memória pioram e o paciente começa a não reconhecer seus parentes e conhecidos (memória de longo prazo). Ele pode também apresentar apatia, irritabilidade, choro, ataques inesperados de agressividade e resistência.

Na quarta fase (terminal) o paciente está completamente dependente de outras pessoas. A linguagem se reduz a simples frases ou palavras isoladas, e eventualmente acaba em perda da fala. Apesar desta perda, os pacientes podem compreender e responder com sinais emocionais (sons, choro, etc.). Nesta fase, outras doenças surgem, como pneumonia e infecções. Isto se dá por causa da fragilidade do organismo, que por vezes acarreta na morte do paciente.

Quanto mais cedo os sintomas forem percebidos, mais eficaz será o tratamento. Apesar de não ter cura, existe tratamento medicamentoso para pacientes com Alzheimer. O tratamento é utilizado como forma de retardar o máximo possível a evolução da doença através da minimização dos sintomas, do prolongamento das funções intelectuais e da proteção do sistema nervoso.

O mais importante em relação à doença de Alzheimer, é procurar um médico quando notar perda de memória significativa. Contudo, é importante ressaltar que nem toda perda de memória é sintoma de Alzheimer, por isso, o melhor especialista para diagnosticar a doença é o Geriatra (médico especializado em idosos).

Normalmente, os pacientes são cuidados pelos parentes mais próximos que algumas vezes têm ajuda de profissionais da saúde. Os cuidadores têm uma tarefa bastante árdua e cansativa, por vezes dolorosa e desgastante. Apesar de todo o cuidado requerido, é importante que a família esteja preparada para acolher e cuidar do parente, por isso existem grupos de apoio aos familiares para orientação, amparo e onde possam partilhar sentimentos e vivências.

A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) é uma das mais importantes instituições de apoio aos familiares e cuidadores de pacientes com Alzheimer no Brasil. Ela tem sua sedeem São Pauloe pontos de referências espalhados por todo o Brasil. Para maiores informações, é só acessar o site: http://www.abraz.com.br ou escrever para abraz@abraz.com.br.

FONTE:

– Mente de Cérebro: Humanização – Grupo de Apoio para famílias de pacientes com Alzheimer. Ano XVIII, N. 217, p.9.

– Mal de Alzheimer. In: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer

– SMITH, M. A. C. Doença de Alzheimer. Revista Brasileira de Psiquiatria, Vol. 21, s.2 São Paulo Oct. 1999.

http://www.abraz.com.br

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O pai, o filho e o homem

A criança projeta sobre seu pai a imagem de grande homem. Ela o admira e procura imitá-lo. Na maioria das vezes a imagem do pai permanece idealizada resistindo às provas da vida. A criança, próxima ao seu pai, vai descobrindo um pai mais humano, acessível. A imagem do pai não é mais idealizada, distanciada dele. Seu pai está próximo.

A atual geração nos esmerou por nos dar acesso a segurança material e a instrução, com tudo, este ganho vem acompanhado de um silencio sobre as necessidades mais interiores.

A prática psicoterapêutica permite perceber como os homens são prisioneiros de um silencio hereditário que priva os filhos de um reconhecimento de uma confirmação de sua identidade através do olhar de seu pai. Os pais se refugiam nos bares, no trabalho ou na televisão. Os homens atuais têm poucas ocasiões de viver a atualizar o seu potencial masculino na presença do pai.

A personalidade se constitui e se diferencia po9r uma seqüência de identificações. Para poder ser idêntico a si mesmo é preciso poder em primeiro lugar ser idêntico a alguém, imitando alguém. Esta tendência inata que impulsiona o filho para o pai e o pai para o filho é o que Jung chamou de arquétipo, que governam nosso modo de pensar e agir, assim como o instinto comanda nossos comportamentos.

Os arquétipos são conteúdos que se manifestam em nos sob forma de imagens e idéias, são impessoais e coletivos, tem necessidade de serem personalizados, isto é, experimentados por meio de uma relação.

O recém nascido esta, portanto pré condicionado a encontrar o pai e uma mãe ao seu redor. Para atualizar este potencial, ele deve encontrar alguém, ao seu redor cujo comportamento assemelhasse suficientemente ao de uma mãe e de um pai para começar a ativar sua personalidade.

O resultado deste encontro entre a estrutura inata e cada um dos pais constitui o que Jung chamou de complexo materno ou um complexo paterno.

O complexo tem sempre por centro uma experiência afetiva suficientemente forte para constituir um núcleo que se tornará como ima diante das experiências com as mesmas cores afetivas. O complexo é uma interiorização da relação que tivemos com uma pessoa.

Geralmente, a história do pai é a historia do pai ausente. Trate-se daquele que gostaria de estar lá, mas que não pode por causa das obrigações profissionais. Ou ausente porque mesmo estando fisicamente, ele pensa que somente a mãe deve estar presente junto aos filhos.

Para evoluir um homem deve ser capaz de se identificar a sua me e ao seu pai. O triangulo pai-mãe- filho deve ser substituir a dupla mãe- filho.

Se o pai esta ausente, não há transferência da identificação da mãe para o pai. O filho se torna prisioneiro da identificação com a mãe. Nestas circunstâncias a triangulação não tem chance de acontecer ou acontece mal.

Pela sua simples presença o pai impõe um primeiro elemento de diferenciação. Ele introduz a separação entre mãe e criança. O segundo elemento está ligado à sexualidade. Ao desejar sua mulher o pai se torna homem e coloca um limite na simbiose mãe e criança. Acarreta na criança a frustração e libera um espaço interior.

O pai vai ajudar a criança a ter acesso a sua agressividade: afirmação de si e capacidade de se defender, acesso a sexualidade, ao sentido de exploração, aptidão para abstração e objetivação. Facilitará a passagem do mundo da família para o mundo da sociedade.

A necessidade do pai é uma necessidade arquetípica. Quando não é personalizada pela presença paterna, esta necessidade permanece arcaica, isto é, ligada a imagens culturais do pai forte. Quanto mais o pai ausente, menos haverá chance da criança de humanizar este pai, ficando cada vez mais inconsciente esta idealização, permitindo uma divisão de par de opostos conflitivos da imagem idealizada deste pai, isto é, distante e inacessível sugere o pai forte, já o pai substituto, nunca satisfatório para os ideais da criança é o pai frágil.

A base para uma identidade, para um individuo começa num corpo semelhante ao seu. As relações entre pai e filho na qual o pai se ocupa corporalmente de seu filho, favorecem a eclosão da identidade sexual, descoberta através das brincadeiras, pelos odores do pai, pelo som da sua voz, a maneira como lhe trará a diferença das atitudes de sua mãe.

Quando esta humanização da imagem do pai não tem lugar o filho é condenado a permanecer um filho eterno (puer aeternus). Ele duvidará de sua virilidade ate que tome consciência daquilo que acontece. O homem permanece identificado com sua mãe. Este homem assume a cultura e se encontra identificado aos estereótipos existentes. Ele permanece joguete de seu inconsciente em cima dos modelos sociais. Interiormente dominado por um complexo materno.

Para que o homem consiga mudar precisa afirma-se enquanto homem e não mais como um papel social, permitir mostrar seu lado sombrio para sair da sombra. Mostra o que guardava dentro de si mesmo por medo de ser rejeitado para assim ser respeitado. Tomar consciência do seu lado sombrio vem quebrar seu ideal de perfeição.

Com a psicoterapia, este homem começa a descontruir-se e a desligar-se de si mesmo para assim saborear sua existência. Permitir mais uma mudança de atitude interior do que a mudança de comportamento.

 Referência de texto: O pai – Claude Latry, 1995.

                                                                                Aline Sanches – Psicóloga Clinica

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Frases de Jung

Um pouco de Jung…

“Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro.”

“Todos nós nascemos originais e morremos cópias.”

“Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta.”

“O ego é dotado de um poder, de uma força criativa, conquista tardia da humanidade, a que chamamos vontade.”

“Os sonhos são as manifestações não falsificadas da atividade criativa inconsciente.”

“Aquilo a que você resiste, persiste.”

“Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”

“O sofrimento precisa ser superado, e o único meio de superá-lo é suportando-o.’

“Ser normal é a meta dos fracassados!”

“Só aquilo que somos realmente tem o poder de curar-nos”

“Tudo aquilo que não enfrentamos em vida acaba se tornando o nosso destino.”

“Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror.”

“Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber o que ela não é.”

Carl Gustav Jung

Convidamos vocês a conhecer um pouco mais desse estudioso da mente humana.

Palestra: JUNG: Conceitos Básicos e Prática Clínica.

Sábado dia 05/11/2011 as 10h.

Mais informações: psicologamaira@gmail.com.

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